Texto Reflexivo do Video Peirce no meu Sonho

quinta-feira, 3 de maio de 2012 0 comentários





O que encabeçou todo o projeto do vídeo foi o propósito daquele não ser só mais um vídeo explicativo no YouTube feito por alunos para um trabalho passado, muito menos findar em um modelo de vídeo-aula. Era preciso desenvolver uma narrativa explicativa dentro de pouco tempo que contemplasse muita coisa difícil de entender e que ao mesmo tempo segurasse a atenção dos espectadores. A ideia surgiu do pensamento: qual é o método mais rápido pra se entender semiótica? E a resposta foi: Só se o próprio Peirce explicar. A partir de então a história foi se desenrolando por si só. Trabalhar com o ambiente de sonho proporciona muita liberdade no enredo porque tudo pode ser explicado como sonho, onde tudo pode acontecer porque é sonho. Esse conceito está intimamente ligado com a Semiótica, por ambos serem abrangentes e bastante explicativos. O vídeo está cheio de significados. O Peirce mostrado é indefinido, ora está evidente qual o seu propósito, ora está confuso saber qual sua posição na história; A perseguição de Peirce simboliza a busca pelo entendimento pleno do assunto: sobe e desce as escadas várias vezes (lê e relê os textos), muda de lugar constantemente (outras fontes, a procura de exemplos). A mudança de roupa simboliza o quanto a semiótica (na pessoa de Peirce) vai se tornando familiar para o aluno com o passar do tempo, também simboliza os estágios de um sonho. As portas fechadas no corredor representam as oportunidades e escolhas, quais são os caminhos abertos e mais fáceis para a compreensão da semiótica. Isso sem mencionar diversas referências a acontecimentos na turma, em sala de aula, a outros teóricos.

Enxergar a semiótica aplicada no cotidiano, em cenários reais e familiares foi a premissa para aplicação dos conceitos. Como abordar a temática e dar exemplos que podem ser vistos todo dia e as vezes passam despercebidos? O fato do sonho acontecer no campus ajudou bastante a simplificar os conceitos e principalmente a forma como eles são passados, até mesmo porque não havia tempo sobrando para focar em detalhes, praticidade e eficiência eram o alvo. Fora usado então desde estátuas até mesmo o céu, passando por cones de trânsito e impressos. A ideia era gravar em vários locais do campus para explorar a pluralidade de exemplos e situações onde pode-se aplicar uma análise semiótica. O talk-show foi essencial na etapa de enriquecimento criativo e transmissão de conceitos. O modelo do programa abre um leque vasto de oportunidades e possibilidades de brincar com o assunto tratado. A cena do talk-show é onde o espectador vai ser embasado e iniciado à Semiótica, é nessa mesma cena que o personagem Peirce é apresentado como um cara normal com uma história de vida interessante, de certa forma clichê. O grupo todo contribuiu bastante na definição dos conceitos e como eles seriam abordados em exemplos práticos. A partir desse trecho do programa, o Peirce torna-se o cara que ama semiótica e quer que os outros sintam o mesmo, foi necessário recorrer a textos originais do Peirce para compor as falas e livros auxiliares.

Foi necessário reler várias vezes os textos da disciplina. Um dos motivos foi à dificuldade de entendê-los não só por isso mas também pela cautela tida na hora de explicar o texto nas falas dos personagens. Pelo menos para os integrantes do grupo, os conceitos foram melhor fixados quando comparados a uma situação ou elemento físico do ambiente familiar. Complicado foi a escolha de exemplos bons o suficiente para compreensão. Outro obstáculo, que por sinal não fora superado, diz respeito ao limite de 5 minutos do vídeo. Fazer um vídeo que abordasse unicamente os conceitos, sem que houvessem cenas divertidas/transitórias e que servissem como “descanso” mental para o espectador, seria fácil e o tempo encaixaria. Mas a equipe tinha em mente a arquitetura de um vídeo mais intimista, lúdico e diferente do que se tem feito. Em suma, esse projeto foi bastante significativo no esclarecimento da disciplina, até mesmo para quem acompanhou as gravações (alunos de outros cursos que se interessaram pela proposta).

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